skip to main | skip to sidebar
Global Labour Column Portuguese
  • HOME
    • QUEM SOMOS
    • ANTOLOGIAS EDITADAS DA COLUNA DA GLU
  • ENLACES
    • PÁGINAS RECOMENDADAS
    • AVISO
  • CONTATO
  • GLU
Follow Us on Twitter

terça-feira, 15 de abril de 2014

Luz em nossas mentes – Fogo em nossos corações!

Vasco Pedrina[1]

Desde a década de 1980, temos testemunhado a ofensiva política do neoliberalismo com sua enorme onda de privatizações, desregulamentação do setor financeiro, das relações de trabalho e o desmantelamento parcial dos sistemas de seguridade social. A esta onda se seguiu uma forte expansão dos mercados financeiros e seus excessos especulativos. Tudo isso foi resultado de severas crises econômicas, com um impacto social catastrófico e consequências políticas nefastas, como o aumento no apoio a partidos da extrema direita populista. Assim, a União Européia, cujo modelo social tem sofrido reveses inimagináveis até recentemente, está à beira do colapso. Como previsto há alguns anos pelo grande historiador Eric Hobsbawm, estamos vivendo um longo ciclo de crise econômica mundial. A consequência seria um grande perigo de renacionalização das pautas políticas, levando aos extremos do século passado, que foi profundamente marcado por duas guerras mundiais terríveis e destrutivas em termos humanos e sociais.

Os eventos desiguais que caracterizam este período são marcados por um deslocamento global de poder:
  • da economia real e dos estados nacionais para o capital financeiro global;
  • do trabalho para o capital, tendo sido perturbado o equilíbrio social do poder estabelecido após a Segunda Guerra Mundial sob o slogan “Nunca Mais!”, com o efeito colateral de um aprofundamento das iniquidades econômicas e sociais;
  • dos países industrializados do norte (Estados Unidos, Europa) para as economias emergentes do sul (BRICS), com o enfraquecimento às vezes dramático dos sindicatos do norte não sendo compensado por um fortalecimento correspondente dos sindicatos do sul.

Mais informações »

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As Manifestações no Brasil e seus Efeitos sobre o Movimento Sindical

Kjeld Jakobsen

Introdução
No começo de junho, alguns governos municipais e estaduais brasileiros decidiram reajustar as tarifas do transporte público, com aumentos na faixa de 5% a 10%, dependendo do município ou estado. Esperava-se um mínimo de contestação, já que na média a taxa de inflação estava em cerca de 6% e pelo menos dois anos haviam se passado desde o último reajuste. Porém, os aumentos detonaram manifestações em muitas cidades, com um movimento da juventude reiterando a reivindicação de transporte público gratuito.

Os brasileiros vivem novas formas de participação política
As manifestações iniciais eram compostas por pequenos grupos oportunistas, que chegaram a quebrar janelas e vidraças em entradas de estações de metrô, provocando duras reações por parte da polícia estadual. E o que é pior: em São Paulo, alguns manifestantes cercaram e agrediram um policial. Dois dias depois, uma nova passeata foi organizada, com cerca de dois mil participantes. Alega-se que a polícia foi para a rua para vingar seu colega agredido e teria reagido com extrema violência. Infelizmente, este confronto veio a afetar também pessoas que não estavam ativamente envolvidas no protesto. Houve incidentes extremos, como o da jornalista atingida no olho por uma bala de borracha e o das pessoas retiradas de um bar, que teriam sido espancadas com cassetetes.

Mais informações »

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Uma Lição da África do Sul: Os cartéis da construção civil estão aumentando dramaticamente os custos de infraestrutura relativos à Copa do Mundo da FIFA de 2014?

Paulo Capela
André Furlan Melrinho
Eddie Cottle

Introdução
O relatório de 2008 do Comitê de Concorrência da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o setor da construção civil afirma: “Infelizmente, a indústria da construção tem tendido a sofrer com a atividade de cartéis, como mostra o recente surto de questões pelo mundo afora”. Nesta mesa redonda da OCDE foram incluídos 19 países da Europa, Ásia e América do Norte, além da África do Sul. A África do Sul apresentou seu relatório sobre os enormes custos adicionais incorridos na construção dos estádios para a Copa do Mundo da FIFA de 2010. Na época, as autoridades do país suspeitavam que licitações haviam sido fraudadas.[1]

Por meio de práticas colusivas, como licitações falsas e superfaturamento, as construtoras atingem ganhos financeiros enormes às custas de trabalhadores e contribuintes dos países-sede. Isto implica dizer que as metas de desenvolvimento que os governos estabelecem quando desempenham o papel de anfitriões de tais eventos são, em parte, dificultadas pelas gigantescas transferências de riqueza para empresas privadas, o que sacrifica a geração de empregos e a redistribuição de renda, asfixiando o efeito econômico multiplicador pretendido. Foi neste contexto que surgiu no Brasil uma expressão de descontentamento em âmbito nacional, envolvendo mais de um milhão de pessoas.

A partir do começo de junho de 2013, manifestantes em diversas grandes cidades expressaram legitimamente sua irritação com a escalada dos preços do transporte público, a baixa qualidade dos serviços de saúde, educação e os custos crescentes para a realização da Copa do Mundo da FIFA. É importante observar que o descontentamento social foi antecedido por uma onda nacional de greves, que ocorreu entre fevereiro de 2011 e abril de 2013. Das 25 greves registradas em estádios da Copa, 17 foram espontâneas e envolveram cerca de 30.000 trabalhadores. Apesar das circunstâncias favoráveis, o “dia de ação” nacional, organizado por oito centrais sindicais, incluindo a CUT, em 11 de julho, não articulou os reclamos de trabalhadores e manifestantes com respeito à Copa do Mundo.

Mais informações »

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os sindicatos na Europa Ocidental: tempos difíceis, escolhas difíceis

Richard Hyman
Rebecca Gumbrell-McCormick

Desafios dos sindicatos europeus
Há várias décadas, os sindicatos europeus – que por muito tempo estiveram entre os mais poderosos do mundo – estão na defensiva. Eles encolheram, às vezes drasticamente, e seu poder de negociação coletiva tem declinado, bem como sua influência sobre os governos e, em alguns países, seu respeito público. Os sindicatos da Europa Ocidental alcançaram sua posição de maior destaque, em termos socioeconômicos, meio século atrás, no contexto de produção industrial em larga escala (fordismo) e da ascensão do estado keynesiano do bem-estar social. Grandes empresas eram símbolos de orgulho nacional e os governos moldavam as políticas sociais e econômicas, o que parecia natural. Assim, era óbvio também que os sindicatos fossem atores cruciais nessa relação triangular.

Hoje, o panorama mudou irrevogavelmente. Os governos confessam sua incapacidade de resistir aos ditames das forças econômicas globais, as empresas de grande porte são quase todas transnacionais em termos patrimoniais e de suas estratégias de produção. Os sindicatos frequentemente ficam desorientados. Muitos demonstram abertamente a falta de clareza sobre seu papel no século 21, levando ao surgimento de conflitos internos. Alguns observadores perguntam se os sindicatos continuam a ser atores socioeconômicos relevantes. Mas tempos difíceis podem estimular um novo pensamento, trazendo novas oportunidades. O desafio é rever propósitos e prioridades e criar maneiras inovadoras para atingi-los. Isto pode envolver escolhas difíceis: nem todos os objetivos podem ser igualmente priorizados, especialmente quando os recursos estão mais escassos.

Nós concluímos um estudo sobre sindicatos em dez países da Europa Ocidental, a fim de explorar suas respostas aos desafios e entender até que ponto estão desenvolvendo novos recursos de poder (Gumbrell-McCormick e Hyman, 2013).

Mais informações »

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Desafi os do movimento sindical argenti no no século 21

Luis Campos

A melhor aluna: o legado do neoliberalismo na Argentina
Argentina enfrentou uma enorme crise no final da década de 1990. Após anos na condição de melhor aluna das instituições econômicas internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, em 1998 sua economia entrou em recessão, levando o país a uma crise política e social que alcançou seu ponto de ebulição em 2001. Durante a crise, milhares de pessoas protestavam diariamente contra o governo. Alguns dos protestos eram organizados por sindicatos e organizações da sociedade civil, enquanto outros eram espontâneos.

O último capítulo dessa historia é bem conhecido. O governo reprimiu os protestos e mais de 30 pessoas teriam sido mortas em dezembro de 2001. Porém, o presidente foi obrigado a renunciar e a Argentina viveu um período de instabilidade política e econômica, durante o qual houve cinco presidentes diferentes em poucas semanas e foi declarada a moratória da dívida externa.

Para trabalhadores e sindicatos, o resultado desse processo foi devastador. Suas origens vêm da ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983, preparando o terreno para a implementação de políticas neoliberais durante as décadas seguintes. O salário médio real em 2001 era 43% menor do que em 1975. Após a desvalorização da moeda em 2002, a taxa de desemprego chegou a quase 25% (contra uma taxa média de 5% a 6% durante a década de 1980), e a porcentagem de trabalhadores não-registrados alcançou 49%.[1]  Ao mesmo tempo, a economia argentina sofreu uma enorme transformação, com um aumento da importância do setor financeiro e a quase total extinção da grande indústria.

Mais informações »

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O quê é, de fato, um emprego?

Grant Belchamber
Sylvain Schetagne
Quando indicadores-chave do mercado de trabalho praticamente não saem do lugar enquanto milhões de pessoas sofrem com a crise econômica mais profunda em décadas, é hora de revisar os números.

Avaliações ruins ajudam a promover políticas públicas ruins. A crise global ressalta a urgência de se estabelecer padrões internacionais claros e relevantes para a coleta de estatísticas relativas ao trabalho e à mensuração de tendências do mercado.

Esta tarefa recai sobre a Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho (CIET), convocada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, a cada cinco anos. Em outubro de 2013 a 19ª CIET vai reconsiderar e restabelecer as diretrizes para mensurar Trabalho e Força de Trabalho.

Mais informações »

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Austeridade e Resistência: A Política do Trabalho na Crise da Zona do Euro

Andreas Bieler
A Europa vive assombrada pela austeridade. Por toda a União Européia, o setor público tem sido reduzido e os ganhos da classe trabalhadora do período pós-Segunda Guerra Mundial vêm sendo solapados. Neste artigo, avaliarei as causas da crise e suas implicações para os trabalhadores, e discutirei uma política do trabalho em resposta à crise da Zona do Euro.

As dinâmicas subjacentes à crise da Zona do Euro
Os problemas atuais começaram lá atrás, com a crise financeira global a partir de 2007. Houve uma corrida ao banco Northern Rock no Reino Unido, levando ao primeiro pico da crise com a falência do banco Lehman Brothers no ano seguinte. Duas consequências principais da crise podem ser identificadas. Primeiro, os Estados se endividaram significativamente para poder resgatar os bancos à beira da falência e aprumar o sistema financeiro. Segundo, tendo altos níveis de incerteza como pano de fundo, os mercados financeiros travaram. Os bancos e outras instituições financeiras deixaram de conceder empréstimos uns para os outros, bem como para empresas industriais. Os países também passaram a ter dificuldades crescentes para refinanciar sua dívida pública. Começou assim a crise da Zona do Euro, também conhecida como a crise da dívida soberana.

Mais informações »
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Share

Twitter Facebook Stumbleupon Favorites More

Idiomas






Doações

Saiba mais

Posts Populares

    Keynesianismo democrático global: Uma visão da política progressista – ainda que tardia
    Espaço fiscal para proteção social: opções para expandir investimentos sociais em 187 países
    O Plano de Ação G20/OCDE para o Combate à Erosão da Base Tributária e à Transferência de Lucros
    Construtoras chinesas na África: um desafio para os sindicatos trabalhistas

TABS

Sindicatos OIT trabalho Emprego desigualdade direito de greve trabalhadores Covid-19 Mercado de Trabalho direitos trabalhistas investimentos salários Acordo comercial Acordo de Livre Comércio Alemanha Autoritarismo BEPS COSATU China Convenção 87 Cooperativas Coordenação política e econômica Coronavírus Desemprego Dilma Direitos Laborais Direitos do trabalho Direitos dos Trabalhadores Economia Economia Solidária Erosão da Base Tributária Estatísticas Estatísticas do trabalho Europa Federação Internacional Feminismo G20 Globalização Golpe Governança global Itália Justiça social Keynesianismo democrático Lutas trabalhistas México NUMSA OCDE Plataformas e aplicativos de trabalho Políticas industriales sostenibles Recessão Refugiados Saúde Ocupacional Sindicatos Sul-africanos Social-Democracia Solidariedade Internacional Trabalhadores essenciais Trabalho decente Trabalho domestico Transferência de Lucros Transición justa USMCA Uber Zimbábue acordos comerciais alianças populares antigas promessas do neoliberalismo austeridade automatização cadeias de abastecimento capitalismo militarizado comércio justo conflitos contraofensiva sindical crescimento crowdwork cuidados desafios desenvolvimento econômico desenvolvimento produtivo desigualdade social digitalização direito a greve direitos direitos humanos diálogo social eleição Grécia empleos decentes empresas chineses estratégias sindicais exploração flexibilização futuro do trabalho futurodotrabalho globalização alternativa impeachment indenizações investimentos sociais legislação liberdade sindical migrantes migração mulheres novo consenso progressista organização sindical internacional politicas publicas políticas de austeridade políticas públicas programa fábricas melhores proteção social reforma trabalhista reformas regulamentação relações de classe renda responsabilidade empresarial salário mínimo sindicalismo sindicalismo internacional soberania alimentar soberaniadigital solidariedade tarefas do sindicalismo tecnologia trabalhadoras trabalho informal trabalho realmente decente transnacionais transporte tributação África

Publicações da OIT

Arquivo do Blog

  • ▼  2020 (4)
    • ▼  julho (1)
      • Trabalhadoras e trabalhadores essenciais: dos apla...
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
  • ►  2019 (1)
    • ►  novembro (1)
  • ►  2018 (7)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  setembro (2)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (3)
  • ►  2017 (3)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
  • ►  2016 (9)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (2)
    • ►  junho (2)
    • ►  abril (1)
    • ►  fevereiro (1)
  • ►  2015 (9)
    • ►  outubro (2)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (1)
    • ►  junho (2)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  fevereiro (1)
  • ►  2014 (10)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
  • ►  2013 (11)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (2)
    • ►  setembro (2)
    • ►  julho (2)
    • ►  maio (1)

 
Copyright © 2011 Global Labour Column Portuguese | Powered by Blogger
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | 100 WP Themes